Origem das Câmaras no Brasil             A origem das câmaras municipais e dos vereadores vem da época da colonização do Brasil. Vereador é a pessoa que “vereia” (do verbo verear, que quer dizer administrar), segundo alguns estudiosos. Mas, segundo outros, “verear” são a contrações de verificar. Assim, as autoridades municipais estavam organizadas em Vereações ou Conselhos de Vereadores e essas instituições já desempenhariam papel capital durante a colonização. Com as ordenações Filipinas, no século XVIII, não haveria autoridade mais forte que a da metrópole. As Câmaras Municipais tendiam mais a defender os interesses dos colonos do que dos da metrópole, na verdade era uma poderosa resistência contra o centralismo da administração colonial. As Vereações ou Conselhos de Vereadores, desempenhavam um papel fundamental naquele período vivido pelo país. Após a Independência do Brasil, através da a Constituição de 1824 e a Lei de 1º de outubro de 1828, a autonomia de que gozavam as Câmaras Municipais foi drasticamente diminuída. A duração da Legislatura foi fixada em quatro anos e os vereadores mais votados assumiam as presidências das Câmaras Municipais. A Origem da Câmara Municipal de Maripá             A Câmara de Vereadores de Maripá, foi constituída no dia 1º de janeiro de 1993, em conformidade com o Regimento Interno de Palotina. A Sessão Solene de posse dos Vereadores eleitos, do Prefeito e Vice-Prefeito aconteceu no recinto do Clube Crema da Cidade de Maripá, para a 1ª Gestão Legislativa e Executiva do Município de Maripá. O Mestre de Cerimônia era o Sr. Dorval Conci e se fizeram presentes nesta Sessão o Meritíssimo Juiz da Comarca de Palotina o Sr. Fernando Antônio Prazeres, o Prefeito de Palotina o Sr. Luiz Ernesto Giacometti, o Pastor da Paróquia de Confissão Luterana Trindade Sr. Neldo Schmidt, o Pastor da Paróquia Evangélica Sr. Rubens Renato, o Padre Aristeu Pivetta, representando a Paróquia São Vicente Palotti. Os Vereadores eleitos para a primeira Gestão Municipal de Maripá foram: Arnaldo Karsten, Dorvalino Della Giustina, Edio Sartori, EgonSchanoski, ElemarStibbe, ElvinRochtechel, Jacira Quirino Alves, Lirio José Ulmann e Verônica Hartmann. O Primeiro Prefeito eleito foi o Sr. Dorival Moreira e seu Vice o Sr. Eliseu Spagnol. Na ocasião foram escolhidos a mesa diretiva e ficou assim constituida: Presidente: EgonSchanoski, Vice-presidente: ,ElvinRochtechel, 1º Secretário: ElemarStibbe e 2º Secretário: Arnaldo Karsten. O que Faz a Câmara Municipal de Maripá?                 A Câmara Municipal de Maripá através da solicitação do prefeito, dispõe sobre as matérias de competência do Município: legislar sobre assuntos locais; matéria tributária, decretação e arrecadação dos tributos de sua competência; discussão e aprovação do Plano Diretor da Cidade, que estabelece as diretrizes do crescimento urbano; discussão e aprovação do Plano Plurianual (PPA), da Lei das  diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei do Orçamento Anual (LOA) que planeja onde e como aplicar os recursos públicos, nomear vias e logradouros públicos e realizar audiências públicas visando a participação popular para que expressem suas necessidades. Conheça todas as funções da Câmara Municipal na Lei Orgânica do Município de Maripá.             Além da função legislativa, a Câmara delibera sobre assuntos de sua competência privativa, ou seja, que não necessitam de sanção do Executivo: como por exemplo eleger a  sua Mesa Diretiva, alterar ou emendar seu Regimento Interno, legislar sobre cargos e salários de seus servidores e conceder título de cidadão honorário ou outras homenagens a pessoas que tenham prestado serviços relevantes ao Município.             Possui a função de fiscalização dos atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta. Tal controle abrange os atos administrativos, de gestão e a fiscalização financeira e orçamentária. Os salários do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários são fixados por Lei pela Câmara. Para exercer a fiscalização, há instrumentos adequados de que a Câmara dispõe, como a convocação de autoridades municipais para prestar informações, realização de Audiências Públicas e a solicitação de requerimentos de informações. A Câmara conta, ainda, com a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar fatos determinados ou denúncias, dentro de um prazo certo. Este controle é feito com o auxílio do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Outra função da Câmara é realizar o julgamento de seus integrantes, do prefeito e do vice-prefeito, por infrações político-administrativas. Também é atribuição da Câmara tomar e julgar as contas do Poder Executivo.   Como funciona?             A Câmara Municipal de Maripá é administrada pela Mesa Diretiva, que é composta pelo Presidente, Vice-Presidente e Secretário. É eleita para dois anos, não sendo permitida reeleição para o mesmo cargo na mesma legislatura. O Presidente da Mesa é também o Presidente da Câmara, com a função de representante da Casa. A Mesa dirige os trabalhos legislativos e serviços administrativos da Casa, mas não tem função legislativa; Aprovar as leis cabe ao Plenário.             O Plenário da Câmara é o órgão deliberativo soberano do Legislativo Municipal, composto pela reunião dos vereadores em exercício.
Os parlamentares também se reúnem nas Comissões Permanentes, órgãos que têm composição partidária proporcional à da Casa Legislativa e que podem ter caráter permanente ou temporário.
            As Comissões Permanentes têm a competência de analisar proposituras legislativas e promover discussões sobre assuntos de interesse público. São as comissões:  Comissão de Legislação e Redação; Comissão de Administração do Município; Comissão de Organização dos Poderes; Comissão de Ordem Econômica e Social; Comissão de Administração Pública; e Comissão de Administração Tributária, Financeira e Orçamentária. Também existem as Comissões Temporárias; Especiais; Parlamentares de Inquérito; e de Representação. Como são criadas as Leis?             A criação de uma lei divide-se em: iniciativa ao projeto de lei, discussão, votação e sanção ou veto. Os projetos de lei apreciados na Câmara visam criar norma de caráter geral e relativo ao interesse local, no âmbito do município.
A iniciativa de propor um projeto de lei cabe geralmente ao Prefeito, aos Vereadores, ou mesmo aos Cidadãos, através de iniciativa popular. Após serem protocolados, os projetos são lidos, remetidos às Comissões Competentes, discutidos em plenário, aprovados ou rejeitados e por último publicados em órgão oficial.
            A primeira Comissão a estudar o projeto é a Comissão de Legislação e Redação, que analisa a constitucionalidade e legalidade. Compete à Comissão de Legislação e Redação: I – manifestar-se sobre os aspectos constitucional, legal, jurídico, regimental, e de técnica legislativa de proposições sujeitas à apreciação da Câmara ou de suas Comissões, para efeito de admissibilidade e tramitação; II – pronunciar-se sobre a admissibilidade de proposta de emenda à Lei Orgânica do Município; III – manifestar-se sobre assunto de natureza jurídica ou constitucional que lhe seja submetido, em consulta, pelo Presidente da Câmara, pelo Plenário ou por outra Comissão, ou em ·razão de recurso previsto no Regimento Interno; IV- pronunciar-se sobre o mérito das seguintes proposições: a) organização administrativa da Câmara e da Prefeitura; b) contratos, ajustes, convênios e consórcios; c) concessão de licença ao Prefeito e aos Vereadores. V – proceder a elaboração de projeto de lei ou de resolução, conforme o Regimento Interno; VI – proceder à redação do vencido e à redação final das proposições em geral, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 206 do Regimento Interno.             As demais Comissões opinam sobre o conteúdo do projeto, por isso mesmo chamadas Comissões de Mérito, para avaliar se a proposta é positiva e se merece ser aprovada.             Durante a tramitação nas Comissões, o projeto pode ser discutido em audiência pública, por decisão legal ou a pedido de entidades e de cidadãos, para manifestação de especialistas e interessados na proposta.
A discussão ocorre nas Comissões e no plenário. Durante as discussões podem ser apresentadas emendas ao projeto ou substitutivos. Os projetos de lei são sempre levados a plenário e submetidos a duas discussões e votações.
Após ser aprovada a redação final, na Câmara, o projeto vai ao Prefeito, que pode aprovar ou rejeitar. Se resolver vetar o projeto, o Prefeito deve justificar a decisão com base em inconstitucionalidade, ilegalidade ou contrariedade ao interesse público.
            O projeto de lei vetado pelo Prefeito, total ou parcialmente, retorna à Câmara. Os vereadores, então, podem mandar o projeto para o arquivo, concordando com a decisão do Prefeito, ou derrubar o veto por maioria absoluta. Neste caso, cabe ao Presidente da Câmara promulgar a lei com sua devida publicação.